Reiko & Nós

domingo, 30 de novembro de 2008

Um mês depois...


Após inúmeras cobranças, cá estou, tentando manter o fôlego deste blog - e o meu também!
São exatamente 03:00 da madruga de segunda-feira, e olha a hora que arranjei pra atualizar?
Há exatos trinta dias, relatei meu primeiro contato-imediato-do-terceiro-grau com Reiko, que a esta altura, dispensa apresentações...
Pois bem, a questão é que cinco dias depois daquele, minha jornada profissional virou literalmente ao contrário – e, por conseguinte, meus horários e minha disposição também.
Além da minha jornada na rádio, de 2 da tarde às 7 da noite, recebi uma proposta de preencher meu terceiro tempo, das 10 da noite às 2 da manhã, para aumentar meu pé-de-meia.
Desde então, não sei mais o que é uma rotina normal - na verdade, nem anormal, se querem saber...
Afinal, dormir às três da madrugada – ou às vezes quatro, como promete ser hoje – e levantar às onze da manhã, sem saber se é melhor tomar café ou almoçar, é demais pra uma pessoa que gosta de acordar cedo depois de ter tido uma boa noite de sono e se alimentar dentro dos horários certos.
Bem, agora que já chorei minhas pitangas pra justificar minha ausência – com a licença para usar a frase típica do meu amor – vou fazer um esforço de memória pra continuar meu relato.
Bem, vejamos, onde foi que parei mesmo? Ah, Sim! Lembrei! Depois da primeira noite fatídica de quase insônia com os uivos de Reiko, “a loba”, tivemos que passar por mais dois ou três dias com a mesma provação.
Como já se passou muito tempo, é um pouco demais exigir de mim pequenos detalhes do que aconteceu dia após dia.
Mas, depois deste tempo que passou, a sensação que tenho é que como se eu sempre tivesse tido cachorro, dado o grau de apego que surgiu.
Não tô nem aí se ela ta fedendo, se sobre molhada em mim ou se me arranha.
Passei a sentir que tudo isso faz parte da relação, mesmo que ela suje a roupa que acabei de colocar pra sair para o trabalho, ou se ela destruiu a capa da máquina de lavar ou três pares de sandálias do meu amor.
Só de perceber que ela já nos reconhece, que faz questão de ficar em todos os lugares onde vamos e que quer atenção e carinho o tempo todo, já dá pra relevar todos os outros incômodos.
Infelizmente, nossa garota está com uma dermatite de contato e tivemos que comprar um arsenal, entre shampoo, comprimido, desinfetante especial, fora as consultas no veterinário.
Junte-se a isso a mudança de pelagem por causa da nova estação: resultado, uma casa cheia de pêlo, do chão aos móveis.
Não podia deixar de comentar o primeiro – e único banho até agora (vide foto) – depois que ela fez três meses. Foi uma festa!
Agora, é ter paciência e dar muito grito pra essa cadela e seus quase quinze quilos aos quatro meses parar de subir nos móveis e deixar de comer o abajur, o tapete, a espátula, meu vestido, etc., etc., etc....

p.s.: um agradecimento especial desta vez a Thilindão, e atodo seu know how e carinho!!!

domingo, 2 de novembro de 2008

Chegando em casa...


Eu e Reiko chegando em casa no primeiro dia. Olha que carinha mais fofa!

sábado, 1 de novembro de 2008

O Primeiro Dia



"Saia! Pare! Não! Vem aqui! Não pode! Cachorra dos infernos! Vem cá pequena! Que linda!". Estas palavras passaram a fazer parte da nossa rotina desde o último dia 30 de setembro. Neste mesmo dia, fomos morar na nossa nova casa, em Amaralina. Tudo por causa dela. Até então, tínhamos ficado 4 meses acampados nas casas das sogras, mães, tias, etc... Mas, vamos voltar um pouco atrás nessa história e contar como tudo começou...
Ganhamos Reiko da generosa dona Masé, mãe do nosso querido Bruninho "Pizza", love da minha best friend Cris Nilmahall, amiga de todas as horas e colega de profissão – somos jornalistas - (lá se vão mais de dez anos, né amiga? Desde que entramos na Facom, em 96! Vixe, isso me lembra que já batemos a casa dos 30, ou melhor, passamos, mas isso é assunto pra outro post...), e nas horas vagas, dublê de dj e cantora – hehehe...Bruninho, então, nem se fala. Amigo-irmão do meu amor é jornalista, cantor e compositor da P.I. (Pessoas Invisíveis, banda que eu a-do-ro) e também arrisca nas pick-ups nas horas de lazer. Pois bem, depois deste longo “parêntese”, vamos voltar ao que interessa.
Ainda nem tínhamos pensado na possibilidade de nos mudarmos para a nova casa, que alugamos com um amigo de Brust, my love, (ô,ô, my love, como já cantou Paulo Mccartney, um das minhas canções preferidas). Durante quatro meses, a casa ficou fechada com nossa mobília enquanto promovíamos uma “pequena” reforma – que durou, pasmem, quatro longos meses... A casa é antiga e precisava de algumas melhorias. O problema foram os pedreiros e pintores que arranjamos, ô raça! Fomos enrolados até a alma! Mas foi assim, em meio a caixas, jornais espalhados pelo chão, muita poeira e material de construção que fomos obrigados a aportar por causa dessa “benção”.
Quem me conhece, sabe que eu tinha pavor de cachorro. Mas, curiosamente, eles gostavam de mim, não sei por que... Porém, a idéia de morar em uma casa nos fez pensar na segurança, e um cão ajuda nesse caso. Fora a companhia que ele traz – e o trabalho que dá, ufa! Quando Bruninho anunciou que tinha uma ninhada para doar, Brust logo se candidatou. Eu fui contra, de primeira, mas depois voltei atrás, apesar de me perguntar “será que vamos conseguir criá-lo? E se ele ficar doente, morrer, deus me livre!”. Pedimos o macho branco. Perdemos. Aceitamos o macho preto. E ganhamos uma fêmea preta, que só soubemos na hora, mas tudo bem, né seu Bruninho? A cavalo dado... Já tínhamos recebido o recado de dona Masé, pra irmos buscar o cachorro, que tava crescendo – tinha um mês e meio – mas, aonde botar ele??? Até que chegou o dia “D”.
No dia 30, Brust iria me levar para minha primeira sessão de acupuntura, por causa das minhas infernais enxaquecas, mas me atrasei e desmarquei no caminho. Foi quando Brust bateu o fone e disse “Bruninho, to indo aí buscar o cachorrro”. Eu gelei. Quando entramos na casa de Bruninho, a minha primeira visão foi do pai de Reiko, da raça Akita, oriunda do Japão. Lindo, meio cinza e branco, com olhos puxados. Já a mãe, nem passei perto, um Labrador bravo, disseram. “Ai, meu Deus, agora não tem volta”, pensei. Tava nervosa, chega tremia por dentro. Até que ela apareceu, carregada nas mãos da empregada da casa. Nunca vou esquecer da cena. Parecia uma bola preta de pêlo. Toda gordinha, com um pêlo arrepiado e denso e também bem fechado. Eu mas passei a mão na cabeça dela, que tinha acabado de fazer xixi na sala – se eu soubesse que este era um indício, nunca teria deixado ela ficar dentro de casa com a gente...
Depois de ouvirmos todas as recomendações de dona Masé, que demonstrou ser apaixonada por cães, seguimos nosso rumo. Num impulso, e incentivada por Brust, carreguei ela nos braços, meio sem jeito – analogias à parte, era como quem pega um filho recém-nascido pela primeira vez – e saímos. Era uma situação totalmente nova para mim. Pode até parecer besteira para quem já convive com ou já teve cachorro. Mas eu nunca suportei cheiro de ração, quiçá de cachorro. Era outro mundo. Meu único contato com o reino animal era insetos e passarinhos, que meu pai sempre criou. Se bem que já tivemos uma gata, Mimi, ms tem tantos anos, que nem lembro se gostei. Mas, voltando... Entramos no carro e eu levei ela no meu colo. O coraçãozinho batia a mil e eu rezava pra ela não fazer xixi em mim.
Chegamos na casa e colocamos ela na área externa, que estava repleta de material de construção e coisas da mudança. Pronto, era ali mesmo que ela iria ficar. Era terça-feira e eu tinha que ir trabalhar de tarde e à noite encontraria com Brust no ensaio da banda – meu love também é cantor, compositor e guitarrista da The Honkers, guitar band de rock “doido”. Foi só bater a porta pra ela começar a chorar. Foi meu primeiro sentimento de apego com ela. Mas tínhamos que ir embora. Deixamos água e mais tarde traríamos comida.
Chegou a noite e depois do ensaio, fomos lá vê-la. Na chegada, já ouvíamos o choro, tadinha. Assim que nos viu, parou logo. Depois de vermos que ela estava bem, decidimos deixá-la passar a noite só, mas a consciência pesou. Primeiro Brust quis ficar e dormir na casa. Mas eu queria ficar junto também. Pronto, começamos a morar! Do jeito que tava, em meio a poeira e sujeira, limpamos o chão de um dos quartos, colocamos o colchão no chão e ali dormimos. Mas, não adiantou. Foi uma noite em claro com ela chorando...