Um mês depois...
São exatamente 03:00 da madruga de segunda-feira, e olha a hora que arranjei pra atualizar?
Há exatos trinta dias, relatei meu primeiro contato-imediato-do-terceiro-grau com Reiko, que a esta altura, dispensa apresentações...
Pois bem, a questão é que cinco dias depois daquele, minha jornada profissional virou literalmente ao contrário – e, por conseguinte, meus horários e minha disposição também.
Além da minha jornada na rádio, de 2 da tarde às 7 da noite, recebi uma proposta de preencher meu terceiro tempo, das 10 da noite às 2 da manhã, para aumentar meu pé-de-meia.
Desde então, não sei mais o que é uma rotina normal - na verdade, nem anormal, se querem saber...
Afinal, dormir às três da madrugada – ou às vezes quatro, como promete ser hoje – e levantar às onze da manhã, sem saber se é melhor tomar café ou almoçar, é demais pra uma pessoa que gosta de acordar cedo depois de ter tido uma boa noite de sono e se alimentar dentro dos horários certos.
Bem, agora que já chorei minhas pitangas pra justificar minha ausência – com a licença para usar a frase típica do meu amor – vou fazer um esforço de memória pra continuar meu relato.
Bem, vejamos, onde foi que parei mesmo? Ah, Sim! Lembrei! Depois da primeira noite fatídica de quase insônia com os uivos de Reiko, “a loba”, tivemos que passar por mais dois ou três dias com a mesma provação.
Como já se passou muito tempo, é um pouco demais exigir de mim pequenos detalhes do que aconteceu dia após dia.
Mas, depois deste tempo que passou, a sensação que tenho é que como se eu sempre tivesse tido cachorro, dado o grau de apego que surgiu.
Não tô nem aí se ela ta fedendo, se sobre molhada em mim ou se me arranha.
Passei a sentir que tudo isso faz parte da relação, mesmo que ela suje a roupa que acabei de colocar pra sair para o trabalho, ou se ela destruiu a capa da máquina de lavar ou três pares de sandálias do meu amor.
Só de perceber que ela já nos reconhece, que faz questão de ficar em todos os lugares onde vamos e que quer atenção e carinho o tempo todo, já dá pra relevar todos os outros incômodos.
Infelizmente, nossa garota está com uma dermatite de contato e tivemos que comprar um arsenal, entre shampoo, comprimido, desinfetante especial, fora as consultas no veterinário.
Junte-se a isso a mudança de pelagem por causa da nova estação: resultado, uma casa cheia de pêlo, do chão aos móveis.
Não podia deixar de comentar o primeiro – e único banho até agora (vide foto) – depois que ela fez três meses. Foi uma festa!
Agora, é ter paciência e dar muito grito pra essa cadela e seus quase quinze quilos aos quatro meses parar de subir nos móveis e deixar de comer o abajur, o tapete, a espátula, meu vestido, etc., etc., etc....
p.s.: um agradecimento especial desta vez a Thilindão, e atodo seu know how e carinho!!!

